Como saber se um cliente está te dando prejuízo (e o que fazer)
Você tem aquele cliente. O que sempre aparece com uma demanda a mais, uma revisão urgente, uma reunião de alinhamento que "vai ser rápida" e dura uma hora. E quando olha o faturamento do mês, ele está lá — entre os maiores.
Equipe Clareo
Growth & Ops

Tem um tipo de cliente que aparece em toda agência. Ele está entre os maiores no faturamento do mês, nunca sumiu, sempre renova, e mesmo assim toda vez que o projeto dele entra você sente um peso diferente. O time fica tenso, os prazos de outros projetos começam a escorregar, e no final do mês a conta não fecha do jeito que deveria.
A maioria das agências ignora esse sinal porque o boleto chega. Mas faturamento alto não é lucro, é receita, e receita sem o custo real do lado não te diz nada.
O que nunca entra na conta
Quando alguém da agência pensa se um cliente é bom ou ruim, o critério quase sempre é se ele paga em dia e se é fácil de lidar. O problema é que essa avaliação ignora tudo que acontece por baixo.
Quantas horas o time gastou nele esse mês? Quantas estavam previstas no contrato? Quantas reuniões aconteceram que não estavam no escopo? Algum outro projeto atrasou porque o time estava ocupado apagando incêndio para esse cliente?
Essas perguntas raramente têm resposta porque ninguém está registrando. E sem registro, você está gerenciando pela impressão, não pelo número.
Os sinais que já estão na sua frente
Antes de qualquer planilha, alguns padrões já apontam para o problema.
As revisões viraram rotina. Todo projeto tem uma rodada extra, o briefing nunca está claro o suficiente, e você já nem questiona mais, só refaz. O prazo do time estoura com frequência e quando você vai entender o motivo, o nome dele aparece no meio do caminho. Outros clientes que não reclamam ficam em segundo plano porque o time está sempre em modo de urgência para esse aqui.
E tem um sinal mais sutil: você hesita antes de abrir o WhatsApp dele. Isso não é frescura, é um indicador real de que a relação está custando mais energia do que deveria.
Se dois ou mais desses fazem sentido agora, vale fazer a conta de verdade.
Como fazer a conta
Não precisa de nada sofisticado. Precisa de honestidade com os números.
Pegue o cliente em questão e some tudo que foi gasto no último mês: horas de produção, revisões, reuniões, alinhamentos internos, trocas de mensagem longas. Depois calcule o custo real dessas horas, salário do time dividido pelas horas úteis do mês já resolve para começar. E compara com o que foi faturado.
Receita do cliente - (horas gastas × custo/hora) = margem realSe essa margem for baixa, negativa, ou muito menor do que outros clientes com contrato parecido, você tem sua resposta.
O que fazer com isso
Descobrir que um cliente dá prejuízo não significa que você precisa demiti-lo amanhã. Significa que você tem que tomar uma decisão consciente em vez de continuar no piloto automático.
Se o volume de trabalho real é maior do que o contrato prevê, isso é argumento concreto para uma conversa de renegociação. Não é pedido de aumento, é adequação ao que está sendo entregue de fato. Com dados na mão essa conversa é objetiva, sem dados ela parece reclamação.
Se o problema não é o valor mas o que está sendo feito sem cobrança, definir com clareza o que está e o que não está incluído pode resolver sem mexer no contrato.
E se o cliente não tem abertura para nenhuma das duas coisas, a decisão de não renovar deixa de ser perda e passa a ser estratégia. Ele está ocupando capacidade que poderia ir para quem paga o que você vale.
O que não faz sentido é continuar sem medir, sem conversar e sem decidir. Porque aí a decisão está sendo tomada por omissão, e geralmente a favor do cliente.
Antes de renovar qualquer contrato, rode essa conta. Uma planilha resolve para começar. Se você quiser que isso aconteça de forma automática, com custo por cliente, horas registradas por projeto e histórico pronto para embasar qualquer conversa de renovação, o Clareo foi construído para isso.